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O espaço é o limite

Brasil negocia acordos de cooperação com União Europeia

Além dos avanços entre o Mercosul e a União Europeia (EU), o Brasil também alça grandes voos nas relações com o velho continente. No dia 6 de maio, a Comissão Europeia propôs a abertura de negociações para um acordo no setor de aviação com o Brasil que pode acrescentar € 460 milhões ao ano nos negócios – o potencial de crescimento no número de passageiros é de 335 mil pessoas no primeiro ano.

Mais de 4 milhões de pessoas são transportadas anualmente em vôos entre a União Europeia e o Brasil. Juntamente com a UE, o Brasil organizou a Conferência de Aviação Civil UE-América Latina, no Rio de Janeiro, nos dias 25 e 26 de maio.

Nas próximas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomará a decisão final sobre a compra das 36 aeronaves que renovarão a frota militar brasileira. Caças de dois países europeus estão na concorrência: o francês Rafale, da Dassault, e o sueco Gripen NG, da Saab. O estadunidense F-18 Super Hornet, da Boeing, também concorre.

Em 7 de setembro de 2009, Brasil e França assinaram acordo militar de € 10,8 bilhões para a compra de 50 helicópteros de transporte militar e cinco submarinos para operações de longa duração. É o maior acordo do gênero assinado pelo governo brasileiro desde a Segunda Guerra Mundial e tem significado histórico porque envolve transferência de tecnologia.

Com a Ucrânia, o Brasil assinou, em 21 de outubro de 2003, o tratado de cooperação tecnológica para o lançamento de satélites a partir do novo foguete ucraniano, o Ciclone 4, do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no estado do Maranhão.

Por força do acordo, foi criada em 2006 a empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS) para operar e comercializar serviços de veículos lançadores de satélites, mercado que mundialmente movimenta US$ 1 bilhão por ano. A meta é disputar 30% desse mercado a partir de 2012, quando se iniciarão os primeiros lançamentos comerciais.

Ainda na EU, a estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC) negocia a compra de novos foguetes de sondagem VSB-30, produzidos no Brasil pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A empresa já utilizou o VSB-30 em 11 lançamentos de experimentos científicos e tecnológicos apoiados pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Durante a reunião de Cúpula do Bric (leia mais nas páginas 20 e 21, o presidente do banco russo de fomento e investimentos Vnesheconombank, Vladimir Dmitriev, anunciou que a empresa brasileira Embraer, terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, pretende fabricar aviões pequenos de passageiros na Rússia. Os aviões serão vendidos ao mercado local, pois as empresas russas não produzem esse tipo de jato.

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