Revista éBrasil n.2
Viviane Bornholdt
A renda foi trazida ao Brasil pelos portugueses e, durante muito tempo, foi a ocupação de freiras nos conventos, que teciam rendas para os altares das igrejas. Posteriormente, a renda de bilro passou a ser feita por mulheres de pescadores, a explicação para a tradição é óbvia: o litoral serviu de cenário para a chegada das rendas no Brasil. Sentadas nas calçadas, com o bastidor no colo, as rendeiras trabalhavam para incrementar o orçamento. Nos últimos anos, a renda deixou a calçada para figurar em vitrines e passarelas.
Mais feminina, a renda traça um novo caminho e aparece em produções modernas e delicadas, relacionadas com a tendência da moda boudoir, palavra francesa usada para definir peças inspiradas no universo das lingeries. Saias volumosas e cinturas marcadas deixam a roupa ainda mais feminina.
De blusas a sapatos e meias-calças, o tecido aparece em produções diurnas e noturnas, chiques e casuais. Permite também brincar com os estilos e misturar a delicadeza da renda com o peso de uma jaqueta de couro, por exemplo.
Renda-se às cores
As cores deixam a renda mais atual, sem perder o charme retrô. Vermelhos, verdes, azuis e cinzas estão em alta. Em contrapartida, branco e preto continuam na moda. A renda branca fica pronta para a noite ao ser combinada com detalhes metalizados e complementos, como cintos e coletes. A preta também pode ser usada sob um fundo colorido. A sobreposição da renda sobre peças de cor nude também está com tudo neste ano e dá a ilusão de uma falsa transparência.