O Distrito Federal, que tem Brasília como capital, é a casa de 2,45 milhões de pessoas e já é a quarta maior cidade do Brasil. Para se ter uma ideia do que aconteceu, em primeiro de novembro de 1956, ou há menos de 54 anos, eram apenas 232 operários em meio à área de serrado. Em 21 de abril de 1960, data da inauguração, já havia 140 mil habitantes.
Se em número de moradores Brasília está em quarto lugar no país, o ranking do PIB per capita mostra a capital como a cidade número 1 do Brasil, com US$ 23.500,00. Significa quase três vezes mais que a média nacional e muito além de cidades como São Paulo (com US$ 13.000,00) e Rio de Janeiro (US$ 11.110,00). Os responsáveis por esse resultado são a renda do funcionalismo público e os salários de funcionários de embaixadas, consulados e organismos multilaterais. Uma pesquisa da Consultoria Geografia de Mercado mostrou que o comércio e os serviços respondem por um giro anual de US$ 9,23 bilhões na economia local.
A área da indústria também tem acompanhado esse crescimento. Um levantamento da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) mostrou que o setor já responde por 10% da economia brasiliense. E a cada ano, a indústria de transformação fica 10,2% maior. O progresso também está nas ruas. Brasília possui uma frota de 1,2 milhão de automóveis.
Para compensar o gás carbônico emitido pelos carros, a capital do Brasil guarda 50 milhões de metros quadrados de área gramada e quatro milhões de árvores. Além disso, apesar de estar a quilômetros do mar, Brasília é uma cidade de água e gosta disso. O Lago Paranoá, que tem 48 quilômetros quadrados de extensão, profundidade máxima de 38 metros e cerca de 80 quilômetros de perímetro, foi artificialmente criado para minimizar os efeitos da seca da região central do país. Para aproveitar todo esse espelho de água, que atualmente está quase que totalmente despoluído, o brasiliense navega. A frota de barcos é a terceira do país. Só perde para Rio de Janeiro e São Paulo.