O governo brasileiro está otimista com os resultados da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. A confiança encontra eco em outros setores. Uma análise feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e publicada na Revista Desafios de Desenvolvimento, em fevereiro deste ano, mostrou que as Olimpíadas de Barcelona (1992), Sydney (2000) e Pequim (2008) produziram resultados positivos para os países patrocinadores. “A expectativa para o Brasil é mais favorável ainda, porque o país vai sediar dois dos maiores eventos esportivos internacionais nos próximos anos, a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016”, diz a publicação.
Ainda segundo a revista, o estudo Leitura econômica dos Jogos Olímpicos: financiamento, organização e resultados, conduzido pelos pesquisadores Marcelo Proni, Lucas Araújo e Ricardo Amorim, apontou que a “imagem de pujança” apresentada hoje por Barcelona, na Espanha, não seria uma realidade sem os jogos de 1992. “Barcelona saiu da depressão na década de 1980 para o boom econômico depois do evento.”
Os pesquisadores informaram que os investimentos promoveram uma “transformação” na cidade. Os projetos rodoviários cresceram 15% e o sistema de esgoto ficou 17% maior, em comparação com 1989. Houve ainda uma considerável redução dos níveis de desemprego. No período que vai de outubro de 1986 a julho de 1992, o desemprego passou de 18,4% para 9,6%. No resto da Espanha, a taxa era de 15,5%. Bons números foram registrados ainda em Sydney. O PIB na região cresceu em US$ 1,4 bilhão e foi registrado aumento de postos de emprego.
A revista do IPEA ouviu o vice-presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Ralph Lima Terra. Na avaliação do empresário, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos colocaram o Brasil na rota dos negócios internacionais. De acordo com ele, o país tem pela frente uma importante prova, mas, em compensação, terá uma oportunidade única para atrair bilhões em investimentos destinados ao setor de infraestrutura, e para gerar negócios, emprego e renda.