Revista éBrasil n.2
Daniela Risson
O surgimento de polos tecnológicos em diversas regiões brasileiras tem demonstrado a importância do setor para a economia do País. Estudo realizado em 2008 pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), indica a existência de 74 parques tecnológicos (PqTs) no Brasil.
A maior concentração dos empreendimentos está nas regiões Sul e Sudeste. O levantamento também aponta a existência de uma área superior a 43 milhões de metros quadrados reservada para a instalação dos PqTs. Os empreendimentos registram a operação de cerca de 520 empresas, com uma receita de mais de R$1,68 bilhões e destaque para a geração de emprego para profissionais com nível superior e equilíbrio entre investimentos públicos e privados.
O Valetec (Parque Tecnológico do Vale dos Sinos), no Rio Grande do Sul, figura como uma das boas iniciativas da área. Dentre os objetivos do parque estão o incentivo ao setor coureirocalçadista, destaque na região, e ao surgimento de outras vocações produtivas. Outro exemplo com projeção nacional é o Porto Digital, que opera em Recife, capital de Pernambuco. Fundado em julho de 2000, o polo já gerou quatro mil postos de trabalho, atraindo dez empresas de outras regiões do País e quatro multinacionais.
Vale do Silício latino
Em termos de iniciativas regionais de inovação, Santa Catarina é uma das favoritas. Surgido em 1986, numa iniciativa que também deu origem à Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE), o polo de tecnologia do Estado reúne empresas que oferecem soluções em softwares, hardwares, serviços e equipamentos. Estima-se que cerca de 70% do mercado atendido por empresas catarinenses esteja fora do Estado. A capital, Florianópolis, chegou a ser apontada pela imprensa internacional como um possível Vale do Silício na América do Sul. A revista americana Newsweek classificou Florianópolis, em 2007, como uma das dez cidades mais dinâmicas do mundo, destacando o seu polo tecnológico como um dos principais fatores de dinamismo.
Uma das corporações do polo, sediada na capital, é a Intelbras, que atua no mercado de segurança eletrônica desde 2007 e é uma das empresas que mais cresce no País. Também na região metropolitana de Florianópolis, a Dígitro, empresa da área de inteligência, telecomunicações e TI, aposta na comunização para impulsionar seus serviços. A empresa criou um sistema que possibilita o desenvolvimento e a discussão de projetos no modelo das redes sociais e, a partir de 2012, deve permitir que seguidores tornem-se participantes da gestão corporativa.